Semáforo em Sousas é exigência de moradores

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Trabalhadores da região da Avenida Dr. Antônio Carlos Couto de Barros, na entrada de Sousas, organizam um abaixo-assinado para que seja instalado um semáforo na área do bolsão de condomínios residenciais e comerciais.
A medida foi tomada por conta do risco de atropelamento no local que, de acordo com relatos, sofre com a imprudência dos motoristas que passam em alta velocidade.
Para a organizadora da iniciativa, Nise Aparecida de Souza, de 53 anos, a cena é recorrente. Diariamente, no período da tarde, entre 16h e 17h, um grupo de até 50 mulheres fica às margens da avenida sem conseguir atravessar. “Eu atravesso ali todo dia e vejo esse abuso sempre. Tem uma faixa de pedestre, só que nenhum carro para. A gente tem que ficar arriscando a vida sempre”, disse a autônoma.
A expectativa de Nise é de obter mais de 100 assinaturas dos funcionários que trabalham nos condomínios da região, além de pessoas que mesmo que passem de carro no local, se sensibilizem com a dificuldade. Para a campanha ganhar força, a autônoma ressaltou que já falou com o subprefeito do distrito, Mauro Caldo Jr. “Eu conversei com o subprefeito e ele disse que sabe dessa situação, que também está preocupado e encaminhou um estudo para a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec)”, disse.
No local em questão são duas vias, uma que vai sentido Centro e a outra sentido Sousas. Para conseguir atravessar e chegar até o ponto de ônibus é necessário aguardar até o momento que não passem veículos, ou se arriscar no meio deles. Entre as duas vias existe um canteiro estreito onde, por vezes, as pessoas se apertam para conseguirem concluir a travessia. Segundo levantamento realizado por Nise, a região conta com cerca de dez condomínios.
A ajudante de serviços gerais em uma residência localizada em um condomínio próximo da região, Lourdes Honória de Fátima, de 50 anos, falou da dificuldade encontrada. “É bem perigoso mesmo. Há uns dois meses uma moça foi atropelada, porque um carro parou para ela passar, mas a moto ao lado não. Ali para atravessar é muito complicado, principalmente em horário de pico. Todo mundo diz que seria ótimo se colocassem um semáforo”, afirmou Lourdes.
Em nota, a Emdec informou que sua área de projetos realizará uma vistoria técnica no trecho em questão, para analisar a viabilidade da implantação de semáforos.