Após 6 meses Ponte de acesso ao distrito de Joaquim Egídio é reaberta

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Carro passa sobre a ponte de acesso ao distrito de Joaquim Egídio, cujo trânsito para veículos com peso até 4 toneladas foi liberado anteontem César Rodrigues/AAN

Carro passa sobre a ponte de acesso ao distrito de Joaquim Egídio, cujo trânsito para veículos com peso até 4 toneladas foi liberado anteontem

A ponte da estrada vicinal do distrito de Joaquim Egídio, sobre o Rio Atibaia, que dá acesso à Rodovia D. Pedro I, foi liberada na terça-feira para veículos de no máximo 4 toneladas (passeio ou pequenas vans). A reabertura do acesso aconteceu após seis meses de interdição do local pela Rota das Bandeiras após um forte temporal. Segundo a concessionária que administra o trecho, a estrutura não suportava mais o tráfego pesado que passava pelo local.
A liberação para veículos leves ocorreu após a mobilização de moradores do distrito que, insatisfeitos com a única opção de saída do local passando pelo distrito de Sousas, se reuniram com a Organização Comunitária Cultural Ambiental e Sustentável de Joaquim Egídio (Occas) e conseguiram arrecadar verba para contratar uma empresa de engenharia especializada na construção de pontes e em testes de resistência em estruturas. O laudo da empresa foi encaminhado para a Prefeitura, que analisou e liberou a passagem. “Técnicos da secretaria acompanharam os trabalhos da empresa contratada, que inclusive já tinha feito trabalhos para a Administração Municipal anteriormente. Foi necessário fazer a troca de um tabuleiro da ponte que estava com um buraco. Mas não houve a necessidade de um apoio estrutural após os testes”, afirmou o subprefeito de Joaquim Egídio, Marcelo Duarte da Conceição.
“A associação viu a necessidade da reabertura urgente da ponte e entendeu que levaria meses para a Prefeitura contratar uma empresa para fazer o mesmo trabalho, principalmente devido aos problemas financeiros que enfrenta. Criamos uma parceria público-privada e a Administração cedeu mão de obra de funcionários para que realizassem o trabalho da troca de alvenaria da estrutura e, nós bancamos os custos. Tudo levou cerca de duas semanas”, afirmou o presidente da Occas Liraucio Fávaro. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) também participou da iniciativa e avaliou a estrutura de ferro que barra a passagem de veículos de grande porte na ponte. A Emdec também recolocou as defensas de concreto na travessia. “A Defesa Civil está acionada em relação à ponte, se houver uma nova enchente, ela imediatamente passa a ser monitorada e até interditada, se for o caso”, explicou.
A Prefeitura continua com as tratativas para viabilizar a construção da nova ponte, cujo projeto está sendo finalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e pela Rota das Bandeiras. Além disso, o Município está em busca de recursos, junto ao governo do Estado, para a execução da obra. O projeto de uma nova ponte está pronto. Segundo a Administração, já foi dada a entrada no processo de licenciamento ambiental na Secretaria do Verde, mas ainda não há um prazo para início das obras. A nova ponte será mais alta que a atual para evitar enchentes e terá pista dupla.
O projeto foi concebido pela concessionária, que a princípio seria responsável pela construção. No entanto, a Artesp emitiu um parecer no qual a concessionária não tem responsabilidade pela recuperação ou reconstrução da travessia e tem que arcar somente com a manutenção do trecho. A ponte no distrito de Joaquim Egídio foi interditada no início de junho, após fortes chuvas na região ameaçarem a estrutura. Ela já apresentava sinais de deterioração e teve as fissuras ampliadas. Os danos foram comprovados com uma vistoria técnica que proibiu a passagem de todos os tipos de veículos.

Fonte: Correio Popular